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HANSENÍASE
Datas remetem à importância da prevenção e tratamento da doença

A hanseníase parece ser uma das mais antigas doenças que acomete o homem. As referências mais remotas datam de 600 a.C. e procedem da Ásia, que, juntamente com a África, podem ser consideradas o berço da doença. A melhoria das condições de vida e o avanço do conhecimento científico modificaram significativamente o quadro da hanseníase, que atualmente tem tratamento e cura. No Brasil, cerca de 47.000 casos novos são detectados a cada ano, sendo 8% deles em menores de 15 anos.
No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, em 2010, foram registrados 34.894 casos novos da doença, sendo 2.461 (7,1%) em menores de 15 anos. O Coeficiente geral de detecção foi registrado em 18,2 casos para cada grupo de 100 mil habitantes. O coeficiente de detecção em menores de 15 anos ficou em 5,4/100 mil habitantes. No Estado de Goiás, ainda de acordo com informações do Ministério da Saúde, o número de casos novos registrados em 2010 chegou a 2.479, com coeficiente de detecção de 41,29/100 mil habitantes. O maior coeficiente no País foi registrado em Mato Grosso: (81,64/100 mil habitantes) e o menor no Rio Grande do Sul (1,37/100 mil habitantes). O Ministério aponta que houve uma queda significante de detecção em todas as regiões geográficas de 4,0% ao ano e 31,5% no período, em média, nos últimos 10 anos.

O QUE É...???

A hanseníase é uma doença infecciosa e contagiosa causada por um bacilo denominado Mycobacterium leprae. Não é hereditária e sua evolução depende de características do sistema imunológico da pessoa que foi infectada.

Qual o microrganismo envolvido?

Mycobacterium leprae – um parasita intracelular que apresenta afinidade por células cutâneas e por células dos nervos periféricos.

SINAIS E SINTOMAS

- Sensação de formigamento, fisgadas ou dormência nas extremidades;
- manchas brancas ou avermelhadas, geralmente com perda da sensibilidade ao calor, frio, dor e tato;
- áreas da pele aparentemente normais que têm alteração da sensibilidade e da secreção de suor;
- caroços e placas em qualquer local do corpo;
- diminuição da força muscular (dificuldade para segurar objetos).

COMO SE TRANSMITE?

Os pacientes sem tratamento eliminam os bacilos através do aparelho respiratório superior (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro). O paciente em tratamento regular ou que já recebeu alta não transmite. A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolvem a doença. Somente um pequeno percentual, em torno de 5% de pessoas, adoecem. Fatores ligados à genética humana são responsáveis pela resistência (não adoecem) ou suscetibilidade (adoecem). O período de incubação da doença é bastante longo, variando de três a cinco anos.

COMO SE TRANSMITE?

A hanseníase tem cura. O tratamento é feito nas unidades de saúde e é gratuito. A cura é mais fácil e rápida quanto mais precoce for o diagnóstico. O tratamento é via oral, constituído pela associação de dois ou três medicamentos e é denominado poliquimioterapia.

COMO PREVENIR

É importante que se divulgue junto à população os sinais e sintomas da doença e a existência de tratamento e cura, através de todos os meios de comunicação. A prevenção baseia-se no exame dermato-neurológico e aplicação da vacina BCG em todas as pessoas que compartilham o mesmo domicílio com o portador da doença.

Importante: - Somente um médico Pode diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. As informações disponíveis possuem apenas caráter educativo.

Fonte: - Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde\ Fundação Oswaldo Cruz

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