Câncer de Pele
Carcinoma e melanoma. Você sabe a diferença?
O câncer de pele se manifesta de duas formas: os carcinomas (câncer de pele - não melanoma, que podem ser: carcinoma basocelular – CBC e carcinoma espinocelular - CEC) e os melanomas (câncer de pele – melanoma). Entre os tumores de pele, o tipo não-melanoma é o de maior incidência e mais baixa mortalidade. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), os carcinomas têm uma incidência entre 70% a 80%, e os melanomas variam entre 5% e 7% dos casos.

O carcinoma é o mais frequente, corresponde a 25% de todos os tumores malignos registrados no país. Apresenta alto percentual de cura, se for detectado precocemente. Apresenta baixo índice de mortalidade. Está diretamente relacionado à exposição dos raios UVB e é mais comum em pessoas com mais de 40 anos com pele, cabelo e olhos claros. É relativamente raro em crianças e negros, com exceção daqueles já portadores de doenças cutâneas anteriores. Tem crescimento lento, se manifesta em áreas expostas ao sol como face, braços, colo e mãos e, frequentemente, é indolor. Aparece através de nódulos e feridas que não cicatrizam.

Como a pele - maior órgão do corpo humano - é heterogênea, o câncer de pele não-melanoma pode apresentar tumores de diferentes linhagens. Os mais frequentes são carcinoma basocelular, responsável por 70% dos diagnósticos, e o carcinoma espinocelular, representando 25% dos casos. O carcinoma basocelular, apesar de mais incidente, é também o menos agressivo.
Os principais sintomas observados neste tipo de câncer são: feridas na pele cuja cicatrização demora mais de quatro semanas, variação na cor de sinais pré-existentes, manchas que coçam, ardem, descamam ou sangram.
A cirurgia é o tratamento mais indicado tanto nos casos de carcinoma basocelular como de carcinoma espinocelular. Porém, o carcinoma basocelular de pequena extensão pode ser tratado com medicamento tópico (pomada) ou radioterapia. Já contra o carcinoma espinocelular, o tratamento usual combina cirurgia e radioterapia.
Dados sobre a doença
O Instituto Nacional de Câncer estima que em 2010 serão 113.850 novos casos de carcinomas, sendo 53.410 homens e 60.440 mulheres. O número de óbitos registrados em 2007 decorrente desta enfermidade foi de 1.296, sendo 753 homens e 543 mulheres.

O melanoma
O melanoma cutâneo é um tipo de câncer que tem origem nos melanócitos (células produtoras de melanina, substância que determina a cor da pele) e tem predominância em adultos brancos. Embora só represente 5% a 7% dos tipos de câncer de pele, o melanoma é o mais grave devido à sua alta possibilidade de metástase.
Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer, os casos de óbitos registrados no ano de 2008 devido ao melanoma cutâneo foram de 1.303, sendo 748 homens e 543 mulheres e as estimativas para novos casos em 2010 são de 5.930 casos, sendo 2.960 homens e 2.970 mulheres.
O melanoma pode surgir a partir da pele normal ou de uma lesão pigmentada. A manifestação da doença na pele normal se dá após o aparecimento de uma pinta escura de bordas irregulares acompanhada de coceira e descamação. Em casos de uma lesão pigmentada pré-existente ocorre aumento no tamanho, alteração na coloração e na forma da lesão, que passa a apresentar bordas irregulares.
O prognóstico desse tipo de câncer pode ser considerado bom, se detectado nos estádios iniciais. Nos últimos anos, houve uma grande melhora na sobrevida dos pacientes com melanoma, principalmente devido à detecção precoce do tumor.
A cirurgia é o tratamento mais indicado. A radioterapia e a quimioterapia também podem ser utilizadas dependendo do estágio do câncer. Quando há metástase (o câncer já se espalhou para outros órgãos), o melanoma é incurável na maioria dos casos. A estratégia de tratamento para a doença avançada deve ter então como objetivo aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente.

Fique Sabendo!!!!
Em ambas as formas de câncer de pele: melanoma e não-melanoma, a radiação solar contribui para o desenvolvimento desta doença. O câncer não-melanoma está associado à ação solar cumulativa, e o melanoma, a episódios intensos de exposição solar aguda, resultando em queimadura solar. Observa-se que as manifestações cutâneas apresentam um espectro evolutivo de aparecimento, nesta ordem: queimadura, espessamento da pele, manchas hipercrômicas, rugas finas, rugas profundas, ceratose actínica e câncer da pele². (Fonte: Consultoria Racine)