
(*) Mara Júlia Tomaz Martins Amaral
Diabetes sem mistério
O diabete melito caracteriza-se pela elevação da glicose (açúcar) no sangue, acima da taxa normal (hiperglicemia).Isso ocorre por deficiência na produção de insulina (hormônio responsável pela utilização da glicose) ou quando há pouca sensibilidade do organismo a ação desta.
O diabete hoje pode ser classificado em:
1.Diabete tipo 1:Causado por destruição da célula beta (que fica no pâncreas),freqüentemente mediada por mecanismos imunológicos, induzido a perda da secreção de insulina e deficiência absoluta desse hormônio. Nesta forma de diabete, o tratamento é o uso de insulina.
2.Diabete tipo 2:Causado pela combinação de fatores genéticos e não genéticos que resultam em resistência e deficiência desse hormônio. Os fatores não genéticos incluem o envelhecimento, grande ingestão calórica,obesidade,adiposidade abdominal,estilo de vida sedentário e baixo peso ao nascer.
3.Outros tipos específicos de diabete melito: Compreendem grupos etiológicos diversos,com causas estabelecidas ou parcialmente conhecidas.Como por exemplo: doença do pâncreas endócrino, drogas ou agentes que alteram a função pancreática,etc.
4.Diabete gestacional: causado por resistência e deficiência relativa de insulina associada à gravidez.
Os sintomas geralmente são: muita sede, urinar muito, emagrecimento, sonolência, dores generalizadas, cansaço físico e mental, turvação da visão, nervosismo, câimbras, formigamentos e dormências.
Valores de glicemia de jejum (de pelo menos 8 h) acima de 126mg/dl, ou acima de 200mg/dl a qualquer hora do dia é indicativo de diabetes.
O tratamento consiste em dieta balanceada de preferência orientada por um nutricionista. Atividade física também é muito importante e deve ser iniciada após avaliação médica. E por fim o medicamento, que pode ser oral ou a insulina que vai depender do tipo de diabete.
O diabete não tem cura, mas tem como ser controlado. E isso é muito importante porque a pessoa tem qualidade de vida e pode em longo prazo evitar ou adiar o aparecimento das complicações causadas pelo mau controle: problemas de visão (retinopatia); problemas renais (nefropatia); problemas neurológicos (neuropatias) e outros.
(*) Mara Júlia Tomaz Martins Amaral- Médica, brasileira, natural de Goiânia, formada pela Universidade Federal de Goiás; residência na Fundação Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto-SP; especialista em Endocrinologia e Metabologia.